Qual é a situação do transporte rodoviário de cargas no Brasil?

Por Urano Logística - 24/12/2021

O transporte rodoviário de cargas impacta todos os outros setores no país, por isso, merece atenção

 

Entender o cenário atual de qualquer negócio não é tarefa fácil. Afinal, ainda vivemos com as incertezas que a pandemia do coronavírus trouxe para o nosso dia a dia. Quando o assunto é transporte rodoviário de cargas, as coisas ficam ainda mais complexas, pois o setor é impactado por diversos fatores.

 

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Antes de pontuar as questões que envolvem o desempenho do transporte rodoviário de cargas, é importante destacar o porquê de isso ser uma pauta relevante. É claro que, para uma transportadora como a UranoLog, isso é um assunto primordial e constante, mas pensar sobre o transporte rodoviário de cargas deveria ser uma tarefa de todos os brasileiros. Afinal, tudo o que temos à nossa volta só está ali graças a este segmento tão importante para a economia do nosso país.

 

A pandemia parou o mundo de uma forma tão inimaginável que parece ser a primeira vez que sentimos o medo de ficar presos em casa e de faltar o básico para a nossa sobrevivência. No entanto, pouco tempo antes disso acontecer, o Brasil sentiu um impacto minimamente similar, guardadas as devidas proporções.

 

Em 2018, a greve dos caminhoneiros fez o país parar e talvez só a partir de então as pessoas tenham entendido a real importância do transporte rodoviário de cargas no Brasil.

 

Tem coisas que parecem muito óbvias, mas, justamente por serem comuns à nossa rotina, acabamos dissociando o real significado delas. Por exemplo, sem o transporte rodoviário de cargas, combustíveis não poderiam chegar aos postos e, sem eles, não teríamos nenhum outro meio de transporte motorizado.

 

É por isso que nem sempre podemos levar para o lado negativo o tal do “só damos valor quando perdemos”. Realmente é difícil entender como algo faria falta se não passarmos pela experiência de ficar sem aquilo, mesmo que por um instante. No entanto, um problema solucionado facilmente pode se tornar um tema esquecido e, desta maneira, circunstâncias ruins podem voltar a acontecer. Por isso, é tão importante revisitar o passado e analisar o presente.

 

Cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil

O transporte rodoviário de cargas sofreu um impacto severo devido à Covid-19. De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), a queda no volume de cargas movimentadas chegou a 43,9%. 

 

Recuperando-se de forma lenta e com ajuda do e-commerce, que cresceu mais de 80% em alguns períodos da pandemia, o setor ainda enfrenta uma série de desafios que dificultam a sua expansão. 

 

Os principais desafios do transporte rodoviário de cargas no Brasil são a falta de profissionais qualificados, a estrutura precária da malha rodoviária e os perigos que envolvem roubo e danificação de produtos.

 

Diariamente, os profissionais do setor também precisam lidar com diversas normas tributárias. Consequentemente, isso resulta em uma lista extensa de papeladas e registros eletrônicos necessários para cumprir a lei. 

 

Entre algumas das documentações que precisam estar sempre em dia estão: Nota Fiscal Eletrônica; Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica (Danfe); e Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTE).

 

Como se já não bastassem todas as burocracias existentes e os desafios da pandemia, surge a implementação do Código Identificador das Operações de Transporte (CIOT). Agora, cada contrato de frete precisa ter um código CIOT, gerado a partir do cadastro da operação de transporte na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

 

Antes mesmo de começar o transporte de cargas, essas questões enchem o processo de complexidade, mas, quando o transporte de cargas começa a ser executado, os desafios não param.

 

Rodovias esburacadas e a ausência de sinalização são apenas alguns dos problemas enfrentados pelas empresas de transporte ao redor do país. Esses fatores aumentam a danificação dos produtos transportados e o risco de acidentes nas estradas. 

 

Segundo informações do Sindicato das Empresas de Transporte de São Paulo (SETCESP), o Brasil tem 1.735.621 km de rodovias, mas apenas 157.309 km são pavimentados – o que se configura em outro fator para o setor se precaver. 

 

Existem seguros obrigatórios e facultativos contra os prejuízos causados pelas péssimas condições das estradas. O Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C), por exemplo, é obrigatório graças ao Decreto nº 61.867/67.  

 

O transporte rodoviário de cargas também enfrenta restrições quanto ao tamanho e peso de veículos. Além disso, algumas vias só permitem a circulação de caminhões em determinados horários.

 

Por fim, uma das principais preocupações das empresas de transporte é o roubo de cargas. Em 2018, segundo a NTC&Logística, foram mais de 22 mil ataques a motoristas, resultando em um prejuízo de R$ 2 bilhões. 

 

Estudos internacionais, como o BSI & TT Club Cargo Theft 2018, também apontam o Brasil como um dos países com o maior número de ocorrências. Isso porque é aqui onde acontecem 90% dos roubos de carga da América Latina.

 

Por que o Brasil depende tanto do transporte rodoviário?

O Brasil é considerado um dos países com maior concentração de transporte rodoviário de cargas no mundo. Além disso, possui a quarta maior rede de estradas do planeta, com mais de 1.700.000 quilômetros de vias espalhadas por seu território. Tudo isso é facilmente compreensível quando lembramos que a frase “governar é abrir estradas” já foi lema do governo brasileiro no início do século passado.

 

No entanto, para entendermos como funciona o processo de transporte de cargas no Brasil precisamos, antes de mais nada, perceber que o objetivo da logística de distribuição é disponibilizar a quantidade certa de mercadorias, no momento certo e no lugar certo. Além disso, é preciso otimizar processos para que as operações sejam sustentáveis e lucrativas. O transporte rodoviário segue sendo o melhor aliado dessas estratégias, por ser amplamente ofertado e ter um alcance maior do que todos os outros modais de transporte no país

 

Entregar as mercadorias vendidas, seguindo todas as normas de proteção e qualidade, cumprindo o prazo combinado com o cliente, é o resultado mais básico esperado de todo esse processo. Afinal, a movimentação e distribuição de materiais é uma atividade importante não só para o funcionamento dos negócios, mas para o bom desenvolvimento da sociedade como um todo, pois é por meio do transporte de cargas que diversos bens podem circular entre as pessoas, sejam elas responsáveis por uma empresa ou não. 

 

Como funciona o transporte de cargas?

O processo de transporte e distribuição de cargas é complexo e dividido em algumas etapas, que são explicadas detalhadamente a seguir.

 

  1. Escolha do transporte

Para que o serviço tenha um bom desempenho, a análise de custo-benefício e a verificação da estrutura necessária são fatores fundamentais. Nessa etapa, é preciso uma boa administração para que o serviço escolhido seja o mais eficiente. É muito importante lembrar que nem sempre o preço do transporte deve ser o fator determinante. Escolher um transporte de carga confiável e ágil é a opção mais estratégica, pois ao final de todo o processo oferece mais vantagens. Um exemplo para deixar essa comparação mais tangível é que o transporte mais barato pode não oferecer segurança no armazenamento das mercadorias e gerar danos aos produtos. Assim, o prejuízo das avarias aumentaria o custo do transporte. Além disso, o impacto negativo que entregar uma mercadoria com defeito gera na imagem da empresa é incalculável.

 

  1. Conferência das cargas

Após a expedição, que é a etapa final dentro de um centro de distribuição, é preciso conferir a quantidade e o tipo de cada uma das mercadorias que serão transportadas. Erros nessa etapa de conferência podem resultar em devoluções, que geram prejuízos tanto para o distribuidor quanto para o varejista. 

 

  1. Roteirização das entregas

O transporte de cargas deve ser bem planejado para não gerar prejuízos. O momento da entrega tem papel fundamental no aproveitamento de recursos do transporte. Nesse caso, é preciso identificar as melhores rotas, ou seja, aquelas com menor tempo, menor distância e maior qualidade.

 

  1. Monitoramento das cargas

Com o controle logístico, o processo é otimizado e as operações ficam mais rápidas. Esse controle também permite uma melhor organização no setor financeiro e aumenta o nível de confiança em cada etapa. Na gestão desse processo, todo o ciclo do transporte de cargas é acompanhado simultaneamente. Existem várias ferramentas que permitem esse monitoramento, informando a conferência das faturas, as ocorrências de atrasos, a baixa das entregas, a confirmação do embarque e vários outros dados.

 

  1. Entrega das cargas

Grandes volumes de cargas chegam aos centros de distribuição por vários tipos de transporte e com destinos finais diferentes. Nesta etapa, ocorre o descarregamento e uma nova roteirização dessas cargas. Na grande maioria das vezes, os veículos pesados são descarregados e as mercadorias, após serem classificadas, são carregadas em veículos menores.

 

  1. Análise de indicadores

Os indicadores de desempenho logístico servem para medir o nível da qualidade nos processos. Esses indicadores devem estar de acordo com as estratégias e as metas dos distribuidores. Os principais indicadores no ambiente de distribuição incluem: tempo em trânsito; devoluções; exatidão nas notas; e pontualidade das entregas.

 

Como se vê, não é tarefa simples escolher uma transportadora que tenha um processo de entrega confiável. Por isso, a UranoLog se orgulha de estar no mercado há 36 anos, entregando segurança a todos os parceiros e clientes.

 

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Por Urano Logística - 24/12/2021

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